eu não queria ter que conviver comigo...
aquela que me olha no espelho não sou eu
eu me livro da minha cara
e livro minha cara
minha cara, livre-se...
sou livre demais
cara
cara minha, minha cara
cara demais
sou cara
nem eu pago o preço de me ter
não me tenho
não me dou
se é ferida ou mágoa
nada justifica
essa ânsia de vida que ninguém entende
nem eu
e vivo correndo em busca de nada
nada
caro nada,
onde vc está?
em mim?
nadam em mim as ausências
nada mais forte
e tenta chegar à margem
do outro lado do rio
pode ser que eu me encontre
mas, ninguém pode pagar o barqueiro
nada
nada
nada
mas não morra na praia
água espelho reflete quem sou
suaviza meu peito
me ensina o amor
me ensina quem sou
íntimo e necessário
segunda-feira, 18 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
...
- e eu que pensei em depor minhas armas...
e sonhei com a leveza do encontro...
- metade gente, metade cavalo
não te é dada a paz que procuras
- e eu que desejei não mais procurar
e sonhei com o encontro perfeito...
- metade gente, metade cavalo
não te é dado amor pra sorrir
- pra mim só guerra, nada de paz?
...
- que feridas são essas que trazes em ti?
- desconheço a origem, mas não posso negar a dor...
e sonhei com a leveza do encontro...
- metade gente, metade cavalo
não te é dada a paz que procuras
- e eu que desejei não mais procurar
e sonhei com o encontro perfeito...
- metade gente, metade cavalo
não te é dado amor pra sorrir
- pra mim só guerra, nada de paz?
...
- que feridas são essas que trazes em ti?
- desconheço a origem, mas não posso negar a dor...
domingo, 22 de maio de 2011
pensando a pedra e a água...
Lasco os meus pés no chão
percorro caminho intermitente
não paro
percorro o caminho que tracei
vou em frente sempre
mas as vezes olho pra trás
...e do sal que brota tempero meu dia
tempero o momento com limão e sol
sal me faço pedra pedra me faço forte forte escorro água e viro rio
viro cachoeira
[...e deságuo mulher o desejo de te querer te ter e fazer
escorro da pedra úmida a vontade de cada dia até um dia deixar de ser ]
percorro caminho intermitente
não paro
percorro o caminho que tracei
vou em frente sempre
mas as vezes olho pra trás
...e do sal que brota tempero meu dia
tempero o momento com limão e sol
sal me faço pedra pedra me faço forte forte escorro água e viro rio
viro cachoeira
[...e deságuo mulher o desejo de te querer te ter e fazer
escorro da pedra úmida a vontade de cada dia até um dia deixar de ser ]
terça-feira, 17 de maio de 2011
as questões que me atormentam hoje...
por que insisto tanto em ser personagem
quando deveria ser a autora da história?
por que conviver com a falta?
por que não consigo encarar de frente a solidão?
por que a inércia?
por que a insaciedade?
por que dar tanto valor aos momentos
que por mais intensos e cheios de prazer
são apenas momentos?
por que é tão difícil encarar o fim?
por que é tão necessário e real o fim?
por que querer voltar a uma situação que não me faz feliz?
por que acreditar em possibilidades se todas elas são
APENAS possibilidades?
por que parece tão difícil escrever um novo capítulo pra essa velha história?
por que eu sou assim?
por que quero tanto?
por quê??
quando deveria ser a autora da história?
por que conviver com a falta?
por que não consigo encarar de frente a solidão?
por que a inércia?
por que a insaciedade?
por que dar tanto valor aos momentos
que por mais intensos e cheios de prazer
são apenas momentos?
por que é tão difícil encarar o fim?
por que é tão necessário e real o fim?
por que querer voltar a uma situação que não me faz feliz?
por que acreditar em possibilidades se todas elas são
APENAS possibilidades?
por que parece tão difícil escrever um novo capítulo pra essa velha história?
por que eu sou assim?
por que quero tanto?
por quê??
domingo, 15 de maio de 2011
sem sentidos...
...volto ao lugar da dor...
saudade infinita de um certo jeito de sorrir
saudade da voz, do gosto, do cheiro, da pele, da cor...
todos os meus sentidos sentem sua ausência
como posso então continuar a dizer não?
é o sexto sentido que obriga a razão?
que grita o óbvio?
é o senso?
bom ou mau?
é a razão que quero tanto ser...
sim... continuo a dizer não... mesmo que ninguém esteja perguntando mais...
mesmo que ninguém me ouça gritar no silêncio do meu quarto...
continuo a dizer não pra mim...
para a sensibilidade do meu olfato e paladar...
para o desejo do meu tato e audição...
para a vontade da minha visão...
nego os meus sentidos e sinto as vezes que vou surtar...
nego meu desejo e a vontade de beijar...
...os lábios que me fazem suspirar...
nego a insanidade que acompanha meus sentidos
e que me faz refém
me prendo pra ser livre
me oprimo pra me libertar
da falta que faz
cada pedaço seu
preciso mais do que nunca me livrar...
saudade infinita de um certo jeito de sorrir
saudade da voz, do gosto, do cheiro, da pele, da cor...
todos os meus sentidos sentem sua ausência
como posso então continuar a dizer não?
é o sexto sentido que obriga a razão?
que grita o óbvio?
é o senso?
bom ou mau?
é a razão que quero tanto ser...
sim... continuo a dizer não... mesmo que ninguém esteja perguntando mais...
mesmo que ninguém me ouça gritar no silêncio do meu quarto...
continuo a dizer não pra mim...
para a sensibilidade do meu olfato e paladar...
para o desejo do meu tato e audição...
para a vontade da minha visão...
nego os meus sentidos e sinto as vezes que vou surtar...
nego meu desejo e a vontade de beijar...
...os lábios que me fazem suspirar...
nego a insanidade que acompanha meus sentidos
e que me faz refém
me prendo pra ser livre
me oprimo pra me libertar
da falta que faz
cada pedaço seu
preciso mais do que nunca me livrar...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Não
não quero surtar,
não quero deixar a loucura do sentimento que me alucina tomar meus poros e sentidos...
não quero perder o foco do que acho pertinente pra minha vida
não quero ser emoção
quero ser razão
raciocinar
racionalizar
e esperar o tempo cicatrizar
a ferida que sangra
a dor de ser assim
a dor de escolher o que quero pra mim
e de saber dizer não.
não quero deixar a loucura do sentimento que me alucina tomar meus poros e sentidos...
não quero perder o foco do que acho pertinente pra minha vida
não quero ser emoção
quero ser razão
raciocinar
racionalizar
e esperar o tempo cicatrizar
a ferida que sangra
a dor de ser assim
a dor de escolher o que quero pra mim
e de saber dizer não.
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