segunda-feira, 11 de abril de 2011

estranha
ex-tranho
en-tranho
entranhas
sou fogo fátuo
explica-se, mas se estranha
sou pedra pume
há ferida
há curtume
e mais há que não sei
não sou pele
nem pêlo
nem pormenores quaisquer
sou exatamente inexata
quadrada e circular
angustiadamente solitária
insistentemente grupo
não sou poeta
sou gente
escrevo sem pensar, falo sem refletir
e ajo de forma desmedida
mas também sou racional
e minha razão dilacerada me atordoa
me cega
não quero mais ser tanto
nem ter a noção do nada que sou
paz?
com tanta guerra em torno
é uma palavra de luxo
interior ou exterior
em pequenos fragmentos
a conta-gotas talvez
eu a quero
quero o luxo de ter paz...

Sou estranha em muitos sentidos
e ex-tranho a mim estão as ent

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