...volto ao lugar da dor...
saudade infinita de um certo jeito de sorrir
saudade da voz, do gosto, do cheiro, da pele, da cor...
todos os meus sentidos sentem sua ausência
como posso então continuar a dizer não?
é o sexto sentido que obriga a razão?
que grita o óbvio?
é o senso?
bom ou mau?
é a razão que quero tanto ser...
sim... continuo a dizer não... mesmo que ninguém esteja perguntando mais...
mesmo que ninguém me ouça gritar no silêncio do meu quarto...
continuo a dizer não pra mim...
para a sensibilidade do meu olfato e paladar...
para o desejo do meu tato e audição...
para a vontade da minha visão...
nego os meus sentidos e sinto as vezes que vou surtar...
nego meu desejo e a vontade de beijar...
...os lábios que me fazem suspirar...
nego a insanidade que acompanha meus sentidos
e que me faz refém
me prendo pra ser livre
me oprimo pra me libertar
da falta que faz
cada pedaço seu
preciso mais do que nunca me livrar...
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