segunda-feira, 18 de julho de 2011

sou, nada.

eu não queria ter que conviver comigo...

aquela que me olha no espelho não sou eu
eu me livro da minha cara
e livro minha cara
minha cara, livre-se...
sou livre demais
cara

cara minha, minha cara
cara demais
sou cara
nem eu pago o preço de me ter
não me tenho
não me dou
se é ferida ou mágoa
nada justifica
essa ânsia de vida que ninguém entende
nem eu
e vivo correndo em busca de nada
nada
caro nada,
onde vc está?
em mim?
nadam em mim as ausências
nada mais forte
e tenta chegar à margem
do outro lado do rio
pode ser que eu me encontre
mas, ninguém pode pagar o barqueiro
nada
nada
nada
mas não morra na praia

água espelho reflete quem sou
suaviza meu peito
me ensina o amor
me ensina quem sou

quarta-feira, 13 de julho de 2011

...

- e eu que pensei em depor minhas armas...
e sonhei com a leveza do encontro...

- metade gente, metade cavalo
não te é dada a paz que procuras

- e eu que desejei não mais procurar
e sonhei com o encontro perfeito...

- metade gente, metade cavalo
não te é dado amor pra sorrir

- pra mim só guerra, nada de paz?

...

- que feridas são essas que trazes em ti?

- desconheço a origem, mas não posso negar a dor...